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Qual o melhor método para Pressurização de Invólucros?

A NBR IEC 60079 prevê diversos métodos de proteção para uso de equipamentos elétricos em áreas classificadas, então, sempre que nos deparamos com um projeto elétrico em uma atmosfera potencialmente explosiva, logo recorremos a equipamentos desenvolvidos especialmente para esta finalidade. Todavia nem sempre é tão simples encontrar um equipamento desse tipo, ou mesmo, as vezes ele nem mesmo existe. Já precisou instalar um PLC em Zona 1? Então como podemos contornar essa situação?
 
A pressurização de invólucros (método de proteção “Ex p”) é uma opção altamente flexível para essas situações, pois você pode desenvolver o seu projeto quase como se ele fosse instalado em área segura. Este é o único método que permite a instalação de equipamentos e painéis convencionais em área classificada.

 
COMO FUNCIONA?

Este método de proteção se baseia em uma premissa muito simples: se o invólucro possuir uma pressão interna positiva em relação à atmosfera, o gás ou pó externo não penetrará no invólucro, dessa forma garantimos uma atmosfera segura dentro dele.

É muito importante salientar que não basta injetar ar pressurizado no invólucro para certificar um painel. De acordo com a área em que será instalado, existe um controle a ser realizado (pressão, fluxo de ar, perdas, etc).

O processo para se pressurizar um painel e garantir a segurança dele passa por duas etapas:

1. Purga (ou limpeza do invólucro) Nessa etapa injetamos uma alta vazão de ar inerte dentro do invólucro com o intuito de “limpa-lo” de uma possível atmosfera explosiva, essa é expulsa através da válvula de alivio. A IEC60079-2 recomenda a injeção de um volume de ar equivalente a 5 vezes o volume do invólucro. O fabricante deve informar o tempo mínimo necessário para que isso ocorra.

2. Pressurização (Compensação de perdas) Após a purga, a alta vazão de ar é cessada. Como não é possível garantir a vedação total de um invólucro, o ar continua sendo injetado através de uma válvula agulha de baixíssima vazão, suficiente apenas para compensar a perda de pressão interna e garantir a pressão positiva por longos períodos. Essa deve ser ajustada manualmente conforme as perdas apresentadas. Com a pressão controlada, o invólucro pode ser energizado.

Quando em funcionamento, o sistema de pressurização irá monitorar a pressão interna. A sinalização de uma baixa pressão é tratada de formas diferentes de acordo com a classificação da área e o tipo de sistema de pressurização (Automático ou manual).

 
CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRESSURIZAÇÃO

De acordo com a norma, os sistemas de pressurização são classificados conforme o local de instalação e a aplicação:

Tipo Ex px: Reduz a classificação da área dentro do invólucro de Zona 1 para área não classificada;

⦁ Tipo Ex py: Reduz a classificação da área dentro do invólucro de Zona 1 para Zona 2
Tipo Ex ⦁ pz: Reduz a classificação da área dentro do invólucro de Zona 2 para área não classificada

 
VANTAGENS

⦁ Não requer invólucros especiais;
⦁ Reduz o aquecimento dos equipamentos;
⦁ Aumenta a longevidade dos equipamentos;
⦁ Permite rápido acesso interno;
⦁ Requer baixa manutenção;
⦁ Custo por m³ diminui inversamente proporcional ao tamanho do invólucro;

 
DESVANTAGENS ⦁ Requer ar de instrumentação (ou outro gás inerte);
⦁ Não permite trabalho a quente;

 

Sr. Renato Rodrigues
Engenheiro de Aplicações.

 

 

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